Táxis, Remises e Aplicações de Transporte em Buenos Aires
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Táxis, Remises e Aplicações de Transporte em Buenos Aires

Resposta Rápida

Qual é a diferença entre um táxi, um remise e uma aplicação de transporte em Buenos Aires?

Os táxis de rua são carros pretos e amarelos com taxímetro, apanhados na rua ou numa praça de táxis; os remises são carros sem identificação, reservados com antecedência através de um escritório local, a um preço fixo acordado antes da partida; e as aplicações de transporte ligam o passageiro diretamente a um condutor, com a tarifa estimada no ecrã antes da confirmação. Os três coexistem com a rede pública baseada no SUBE, sem a substituírem.

Buenos Aires é, no fundo, uma cidade de metro e autocarro, mas nenhum visitante passa por uma viagem apenas com o Subte e os colectivos. Jantares tardios, bagagens, um hotel num canto mais tranquilo de Belgrano ou um grupo a sair para um espetáculo de tango acabam por levar os viajantes a precisar de um carro em algum momento, e Buenos Aires oferece três formas genuinamente diferentes de o conseguir: o táxi de rua, o remise reservado com antecedência e a aplicação de transporte. Não são intermutáveis, e perceber o que os distingue importa mais do que decorar uma tarifa.

Três formas de arranjar um carro, não uma

Os visitantes que só usaram aplicações de transporte no seu país por vezes presumem que Buenos Aires funciona da mesma forma, de ponta a ponta. Não é bem assim. A cidade tem três sistemas paralelos que se sobrepõem no que fazem, mas diferem na forma como se reservam, em quem conduz e em como o preço é definido.

Os táxis de rua são os carros pretos e amarelos, impossíveis de não notar assim que se começa a reparar neles — fazem fila nas praças de táxis à porta de hotéis e estações, circulam pelas avenidas à procura de uma mão levantada e trabalham com taxímetro. É a opção mais universal e que exige menos planeamento: basta ficar numa rua razoavelmente movimentada, ou caminhar até uma praça de táxis perto de um hotel, Retiro ou um centro comercial, e um carro costuma aparecer em poucos minutos.

Os remises são uma instituição bem argentina, sem equivalente exato em muitos outros países. Um remise é um carro privado, sem identificação nem taxímetro, associado a uma empresa local de remises. Liga-se para o escritório (ou, cada vez mais, reserva-se através de uma aplicação ou da receção do hotel), indica-se o ponto de recolha e o destino, e o preço é acordado antes de o carro sair da garagem. Não há taxímetro a correr nem negociação depois de entrar — a tarifa ficou fixada no momento da reserva. As empresas de remise são negócios de bairro; um hotel em Palermo ou Recoleta costuma ter uma de confiança à mão, e pedir à receção para chamar um remise é algo perfeitamente normal.

As aplicações de transporte funcionam como em qualquer outro lugar: abre-se a aplicação, indica-se um destino, vê-se uma tarifa estimada e um condutor no seu próprio carro dirige-se a um ponto marcado no mapa. A comodidade é evidente — não é preciso saber falar espanhol para indicar uma morada, e há um preço estimado antes de confirmar — mas a relação regulatória entre os condutores das aplicações e o setor oficial dos táxis em Buenos Aires mudou ao longo dos anos e, por vezes, foi motivo de verdadeira tensão.

Essa tensão é mais um problema do lado dos condutores e das políticas do que do lado do passageiro; como visitante, as aplicações funcionam no dia a dia, mas vale a pena fazer uma verificação rápida do estado atual pouco antes da viagem, em vez de presumir a situação de uma viagem anterior.

Como os três se comparam na prática

Táxi de ruaRemiseAplicação de transporte
Como se consegue umPara-se na rua ou numa praça de táxisChama-se com antecedência, ou reserva-se por aplicação/hotelReserva-se na aplicação, o carro vem até um ponto marcado
Preço definidoPelo taxímetro, em tempo realFixado com antecedência, antes da partidaEstimado na aplicação antes de confirmar
CarroIdentificado, preto e amarelo, com taxímetroCarro privado sem identificaçãoCarro privado sem identificação
Ideal paraTrajetos curtos e espontâneos, ruas visíveisNoites tardias, moradas complicadas, transfers de aeroportoQuem está à vontade com aplicações, sem precisar de falar espanhol
PagamentoSobretudo dinheiro, algum cartãoDepende da empresa, perguntar na reservaCartão na aplicação ou dinheiro, consoante a plataforma

Nenhuma destas opções é estritamente “a segura” e as outras “as arriscadas” — cada uma tem o seu uso sensato, e os habitantes locais alternam entre as três consoante a situação.

Segurança: o que realmente importa

Buenos Aires é, como já foi referido noutras páginas deste site, uma cidade onde o perfil de risco real é o furto oportunista, e não a violência, e isso também se aplica a deslocar-se de carro. Um punhado de hábitos práticos cobre quase todas as situações.

Use sempre um carro claramente licenciado. Para os táxis de rua, isso significa a habitual pintura preta e amarela e, idealmente, apanhá-lo numa praça de táxis em vez de numa esquina qualquer, tarde da noite, já que as praças costumam recorrer a um grupo de condutores habituais e conhecidos.

Para os remises, significa reservar através de uma empresa identificada — um hotel, um restaurante ou um escritório de remises estabelecido — em vez de um carro sem identificação que simplesmente pára a oferecer uma boleia. Carros “pirata”, ou não licenciados, a fazerem-se passar por táxis ou remises existem em qualquer grande cidade, e a solução é sempre a mesma: reservar através de uma fonte de confiança, em vez de aceitar uma oferta não solicitada.

Tenha notas pequenas à mão. O dinheiro continua a ser o meio de pagamento mais fiável nos táxis, e o troco de uma nota grande nem sempre está disponível, sobretudo tarde à noite. As trocas de notas falsas — um condutor a alegar que uma nota grande genuína é falsa e a trocá-la por uma nota falsa a sério — são um golpe conhecido, embora não especialmente comum, em várias cidades latino-americanas; viajar com uma mistura de notas mais pequenas evita a situação por completo.

Observe o percurso, sem obsessão. Um telemóvel com uma aplicação de mapas aberta, mesmo sem dados, dá uma ideia aproximada de se o carro está a seguir na direção certa. É mais uma precaução mínima do que uma preocupação séria na grande maioria das viagens, mas não custa nada.

Perto das estações de Retiro e Constitución, e à noite em geral, o conselho é o mesmo que para andar a pé: ser um pouco mais deliberado sobre onde e como apanhar um carro, e preferir uma praça de táxis ou um remise reservado com antecedência a parar algo ao acaso numa rua lateral vazia.

Porque existem os remises, e quando vale a pena usar um

Os visitantes de primeira viagem por vezes perguntam-se porque é que alguém chamaria um carro com antecedência numa cidade cheia de táxis. A resposta é uma mistura de hábito e praticidade que remonta a décadas. Antes das aplicações no telemóvel, um remise era a forma fiável de garantir um carro a uma hora específica a partir de uma morada específica — útil para um transfer de aeroporto matinal, um regresso tardio de uma milonga, ou uma recolha numa casa numa rua onde os táxis raramente passam. Essa lógica ainda se mantém. Vale a pena reservar um remise especificamente quando:

  • Precisa de um carro a uma hora fixa, como uma partida cedo para o Ezeiza ou o Aeroparque.
  • Está a sair tarde de algum lado — um restaurante em San Telmo, um espetáculo, o apartamento de um amigo — e prefere não ficar numa esquina à espera de um táxi.
  • O seu hotel ou anfitrião pode chamar uma empresa em quem já confia, eliminando qualquer incerteza.
  • Quer a tarifa fixada antes de entrar no carro, sem taxímetro e sem surpresas.

Um táxi de rua, por outro lado, é a ferramenta certa quando já está a passear — a sair de Puerto Madero depois de uma caminhada pela reserva da Costanera Sur, por exemplo — e apenas quer um carro naquele momento, a partir de onde estiver.

Aplicações de transporte: o que esperar na prática

Para quem está habituado a usar uma aplicação de transporte no seu país, Buenos Aires vai parecer bastante familiar: abre-se a aplicação, marca-se um ponto no mapa, vê-se uma estimativa de preço e observa-se um carro a aproximar-se no mapa. Há, no entanto, alguns pormenores a ter em conta.

A recolha em pontos turísticos movimentados — à porta de um hotel grande, perto da Plaza de Mayo, ou em qualquer um dos aeroportos — por vezes tem uma zona de recolha designada, em vez de uma paragem junto ao passeio mesmo à porta, sobretudo onde a regulação local afastou as recolhas por aplicação das praças oficiais de táxis. Ler as instruções de recolha dentro da própria aplicação, em vez de presumir uma paragem porta a porta, evita alguns minutos de confusão.

O pagamento dentro da aplicação costuma ser a parte mais simples — cartão registado, sem necessidade de dinheiro — embora valha a pena ter dinheiro como alternativa, caso o condutor peça ou a aplicação tenha problemas de ligação a meio da viagem, o que pode acontecer em zonas com sinal irregular.

Como a posição regulatória destas aplicações na cidade tem oscilado, trate qualquer afirmação específica sobre a sua legalidade como uma fotografia do momento, e não como um facto permanente, e faça uma verificação rápida perto das datas da sua viagem se isso for relevante para os seus planos.

Sobre as tarifas: porque é que esta página não dá um número

Seria fácil indicar uma tarifa típica, digamos, entre Palermo e o Microcentro, e muito conteúdo de viagens mais antigo faz exatamente isso. Também é praticamente inútil. A Argentina viveu anos de inflação muito elevada e sucessivas mudanças nas regras cambiais, e um valor em pesos publicado hoje pode estar significativamente errado dentro de semanas — não por descuido de quem escreveu o guia, mas porque o próprio número não se mantém estável. Indicar um valor aqui criaria uma falsa sensação de segurança, em vez de eliminar a incerteza.

O que é realmente útil e estável é o mecanismo: os táxis usam um taxímetro que se pode ver a acumular em tempo real e comparar com a folha de tarifas afixada no carro; os remises fixam o preço antes de o carro partir, pelo que não há nada para observar, apenas um valor a acordar à partida; as aplicações de transporte mostram uma estimativa antes de confirmar, que se pode aceitar ou recusar. Nos três casos, verifique uma taxa de câmbio atual perto da sua viagem se quiser ter uma noção aproximada do que uma tarifa representa na sua própria moeda, e trate qualquer valor visto num blogue antigo ou num fórum como histórico, não atual.

Quando o passeio já inclui o transporte

Nem toda a deslocação em Buenos Aires precisa de um táxi, um remise ou uma aplicação. Um bom número de experiências guiadas já inclui a recolha e o regresso no preço, o que resolve a questão para esse dia.

Uma experiência pensada especificamente à volta do Subte e dos colectivos é uma boa opção para quem quer aprender a rede pública na prática com um guia local, em vez de a descobrir sozinho, enquanto um passeio gastronómico vegan com transporte incluído ou um passeio pela cidade em pequeno grupo com street food trata da parte de deslocação entre paragens, o que vale a pena ponderar face a reservar um remise para a mesma tarde e fazer as paragens por conta própria.

Combinar carros com o resto da rede

Nada disto substitui a rede pública baseada no SUBE — o Subte, os colectivos e os comboios suburbanos continuam a ser a forma mais barata e, em trajetos movimentados, muitas vezes a mais rápida de circular pelo centro da cidade durante o dia.

Os carros ganham o seu lugar nas margens: tarde da noite, quando os comboios já rarearam, com bagagem a caminho ou de regresso de um aeroporto, quando um destino fica bem fora da malha do Subte, ou simplesmente quando um grupo prefere viajar junto em vez de se dividir num autocarro. Combinar os dois — Subte de dia, um remise ou táxi para os trajetos mais complicados — é como a maioria dos residentes se desloca na realidade, e funciona igualmente bem para um visitante.

Transfers de aeroporto, em particular

Os dois aeroportos merecem uma menção especial, porque errar aqui custa tempo a sério. O Ezeiza (EZE), a cerca de 30-35 km a sudoeste do centro, fica suficientemente longe para que um remise reservado com antecedência ou um transfer de aeroporto dedicado seja geralmente a escolha menos stressante, sobretudo depois de um voo longo — o preço fica fixado antes de aterrar, e há um condutor à espera com o seu nome, em vez de ter de procurar um carro num átrio de chegadas desconhecido.

Um táxi com taxímetro a partir da praça oficial também funciona bem. O Aeroparque (AEP), situado dentro da cidade, junto ao rio perto de Palermo, fica suficientemente perto para que um táxi normal ou uma viagem por aplicação seja geralmente simples, embora ainda valha a pena verificar se a recolha por aplicação de transporte é junto ao passeio ou numa zona designada. Veja a comparação entre Ezeiza e Aeroparque para o panorama completo dos dois aeroportos.

Táxis, remises e aplicações num roteiro por Buenos Aires

Para quem visita a cidade pela primeira vez, durante alguns dias, sobretudo dentro da cidade, o mais habitual é contar com o Subte e os colectivos de dia, e um táxi ou remise à noite — para chegar a uma parrilla em San Telmo ou para voltar de um espetáculo de tango em La Boca depois de escurecer.

Quem incluir um dia de excursão a Tigre ou um dia numa estância na pampa será normalmente apanhado por um autocarro turístico ou um transfer já combinado, em vez de escolher entre estas três opções, já que essas excursões costumam ser vendidas com transporte incluído.

Táxis, Remises e Aplicações de Transporte: Perguntas Frequentes

Os táxis de Buenos Aires são seguros?

Os táxis licenciados, pretos e amarelos, são uma parte normal e muito utilizada do quotidiano em Buenos Aires, e a grande maioria das viagens decorre sem qualquer incidente. Os principais riscos práticos são os mesmos que na maioria das grandes cidades: um carro não licenciado a fazer-se passar por táxi, um condutor a fazer um percurso desnecessariamente longo, ou receber troco falso de uma nota grande. Usar um carro identificado e licenciado e ter algumas notas pequenas reduz os três riscos.

O que é exatamente um remise?

Um remise é um carro sem identificação nem taxímetro, reservado com antecedência através de um escritório local de remises, por telefone ou por aplicação, com a tarifa acordada antes de o carro partir. Os condutores de remise estão associados a uma empresa local específica, em vez de circularem pela rua, razão pela qual hotéis, restaurantes e residentes costumam chamar um remise em vez de parar um táxi, especialmente à noite ou a partir de uma morada difícil de assinalar.

As aplicações de transporte funcionam em Buenos Aires e são muito usadas no dia a dia, mas o seu estatuto legal ao abrigo da regulação municipal dos transportes tem sido contestado e mudou ao longo dos anos, com períodos de tensão entre os condutores das aplicações e o setor oficial dos táxis. Na prática, isto afeta mais os condutores do que os passageiros: como visitante, as aplicações funcionam normalmente, e a abordagem mais segura é simplesmente verificar a informação atual perto da viagem, em vez de assumir que o panorama legal de uma viagem anterior ainda se mantém.

Devo pagar o táxi em dinheiro ou com cartão?

O dinheiro continua a ser o meio de pagamento mais universalmente aceite nos táxis de rua, e vale a pena levar notas pequenas suficientes para uma viagem, já que o troco de uma nota grande nem sempre está disponível. Alguns táxis e a maioria das empresas de remise já aceitam cartões ou aplicações de pagamento locais, mas isto não está garantido em todos os carros, pelo que o dinheiro continua a ser a opção fiável por defeito, sobretudo tarde à noite.

Os taxímetros funcionam em pesos argentinos, e posso confiar na tarifa mostrada?

Sim, os táxis licenciados usam um taxímetro em pesos argentinos, e a tarifa que se acumula no taxímetro é a referência habitual do que é devido. Como os preços em pesos mudam rapidamente com a inflação, este guia não indica uma tarifa fixa: verifique a folha de tarifas atual afixada no carro, observe o taxímetro no início da viagem e compare o total acumulado com o valor pedido pelo condutor no final.

O que é melhor para o aeroporto, um táxi, um remise ou uma aplicação de transporte?

Reservar com antecedência, quer através de uma empresa de remises quer através de um transfer específico para o aeroporto, tende a ser a opção menos stressante para o Ezeiza, porque o preço fica fixado antes de viajar e há um condutor à espera com o seu nome, em vez de ter de procurar um carro depois de um voo longo. Um táxi com taxímetro a partir de uma praça oficial também funciona bem. A recolha por aplicações de transporte no terminal do aeroporto já foi, por vezes, restringida ou deslocada para uma área separada, pelo que vale a pena verificar as condições atuais em vez de presumir uma recolha junto ao passeio.

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