O Cartão SUBE: Como Obter e Recarregar o Cartão de Transporte de Buenos Aires
Onde compro um cartão SUBE em Buenos Aires e como o recarrego?
Os cartões SUBE são vendidos nas bilheteiras das estações de Subte, em muitos quiosques com o logótipo SUBE e nos correios; a recarga funciona da mesma forma, além de máquinas de recarga dentro das estações de Subte maiores. O stock não está garantido em todo o lado, por isso compre um assim que possível após a chegada, em vez de contar com o primeiro quiosque que encontrar.
O que é realmente o SUBE, e por que não se pode dispensar
O SUBE é o cartão contactless que paga praticamente todo o transporte público do dia a dia em Buenos Aires e arredores. Não é uma comodidade opcional como um cartão de transporte pode ser noutras cidades — é a única forma de pagar.
O Subte (metro), os autocarros colectivo que cruzam a cidade em todas as direções e os comboios suburbanos que chegam a lugares como Tigre e San Isidro funcionam todos com ele. As catracas e os leitores de cartão junto ao motorista foram concebidos exclusivamente para o SUBE: não há alternativa em dinheiro, e os cartões bancários contactless estrangeiros não são aceites nas viagens normais.
Este guia é deliberadamente focado. Não repete como está organizada a rede de Subte nem como funcionam as rotas de colectivo — isso está coberto no guia do Subte e no guia dos colectivos dedicados. O que se segue é o lado administrativo e prático: onde é que um visitante realmente obtém um cartão SUBE, como carregar dinheiro nele, quanto custa e as situações em que o sistema é menos conveniente do que um folheto turístico sugere.
Precisa de um, e quando o obter
Se a sua visita incluir mais do que umas quantas viagens de táxi, obtenha um cartão SUBE. Ele paga o Subte, os autocarros e os comboios suburbanos, que juntos são a única forma realista de chegar a sítios como Tigre e o Delta do Paraná ou San Isidro sem um transfer privado. Um fim de semana curto passado sobretudo a pé pelo Microcentro, San Telmo e Palermo e de táxi pode, em teoria, passar sem um cartão, mas assim que uma viagem de Subte ou um autocarro até Belgrano ou Recoleta entrar no plano, o cartão deixa de ser conveniente e passa a ser necessário.
Obtenha o cartão cedo. É muito menos stressante comprar e carregar um cartão SUBE na primeira tarde do que descobrir, a caminho de apanhar um comboio, que o quiosque mais próximo está sem stock.
Onde comprar um cartão SUBE
Não existe uma única cadeia oficial de lojas SUBE onde entrar; o cartão é vendido através de uma rede de pontos de venda, e a cobertura é irregular.
- Bilheteiras das estações de Subte. A maioria das estações com funcionários, nas seis linhas, vende cartões SUBE ao balcão. Esta é a opção mais fiável para um visitante de primeira viagem, porque o pessoal lida com transações SUBE diariamente.
- Quiosques e lojas com o logótipo SUBE. Muitos quiosques de rua comuns pela cidade vendem e recarregam cartões SUBE, identificados por um pequeno autocolante azul e branco. A cobertura é densa em barrios centrais e movimentados como o Microcentro, Palermo e Recoleta, e mais escassa em ruas residenciais mais calmas.
- Correios (Correo Argentino). Vários balcões de correios emitem e recarregam cartões SUBE como parte dos seus serviços de balcão habituais.
Nada disto é garantido em nenhum local específico. Os quiosques ficam sem cartões físicos, especialmente em horas de ponta ou após uma vaga de procura turística, e nem todos os quiosques que vendem snacks e bebidas também tratam de SUBE — procure o autocolante em vez de assumir. Se um quiosque perto do seu alojamento não tiver cartões em stock, a estação de Subte mais próxima costuma ser a alternativa mais fiável.
Não assuma que o aeroporto é uma paragem segura para comprar um cartão. A cobertura em Ezeiza (EZE) e no Aeroparque (AEP) é inconsistente, e os viajantes que chegam fazem melhor em planear comprar um cartão já na cidade — numa estação de Subte perto do hotel, por exemplo — do que contar que um quiosque do aeroporto tenha stock.
Quanto custa
O SUBE separa duas coisas: uma pequena taxa única para emitir o cartão físico, e o crédito de viagem que carrega nele depois, que vai sendo gasto viagem a viagem. Ambos os valores acompanham a inflação contínua da Argentina, por isso este guia não imprime um valor fixo em pesos — qualquer número escrito aqui ficaria provavelmente desatualizado em semanas.
Pergunte no momento da compra qual é a taxa de emissão atual e confirme numa fonte recente (o site oficial da SUBE, ou o seu alojamento) antes de orçamentar. Trate qualquer preço que veja indicado em qualquer lugar, incluindo neste site, como uma referência datada em vez de uma regra fixa, e, se for útil, converta para euros ou dólares americanos à taxa em vigor para ter uma noção do custo real.
| Item | O que é | Notas |
|---|---|---|
| Taxa de emissão do cartão | Única, paga uma vez por cartão físico | Pequena; confirme o valor atual no momento da compra |
| Crédito de viagem | Saldo pré-pago gasto por viagem | Recarregue no incremento que o ponto de venda permitir |
| Tarifa do Subte | Deduzida por viagem do saldo | Tarifa fixa independentemente da distância percorrida na rede |
| Tarifa do colectivo | Deduzida por viagem, varia com a distância percorrida | O leitor junto ao motorista calcula a tarifa quando bate o cartão |
Como recarregar (carregar) um cartão SUBE
A recarga usa a mesma rede da compra do cartão:
- Bilheteiras das estações de Subte — entregue o dinheiro, indique o valor, e o saldo é adicionado ao cartão imediatamente.
- Quiosques com a marca SUBE — os mesmos pontos de venda que vendem cartões novos também recarregam um já existente.
- Balcões dos correios — onde o serviço é oferecido.
- Máquinas de recarga dentro das estações de Subte maiores — terminais de self-service que aceitam dinheiro para recarregar, úteis fora do horário das bilheteiras com funcionários ou quando a fila ao balcão é longa.
- A aplicação ou o site da SUBE, para cartões e métodos de pagamento compatíveis com recargas online — isto depende de ter um método de pagamento local compatível e é geralmente menos prático para um visitante de curta duração do que pagar em dinheiro num quiosque ou numa estação.
Tal como na compra do cartão, a recarga não está disponível em todos os pontos de venda a todas as horas — alguns quiosques fecham cedo, e as máquinas de recarga dentro das estações podem ocasionalmente estar fora de serviço. Deixe uma pequena margem em vez de recarregar com os últimos pesos do saldo mesmo antes de uma viagem.
Um primeiro dia realista com o SUBE
- Chegue à cidade e instale-se no alojamento.
- Na primeira saída, procure a estação de Subte mais próxima ou um quiosque com o autocolante SUBE — faça isto antes de precisar mesmo de viajar, não a caminho de apanhar um comboio.
- Compre o cartão, pague a pequena taxa de emissão e carregue um valor inicial de crédito de viagem — suficiente para vários dias de Subte e colectivo, já que ficar sem saldo a meio de uma viagem no Subte significa ser barrado na catraca.
- Guarde o cartão num sítio de fácil acesso; tanto as catracas do Subte como os leitores junto ao motorista do colectivo esperam um simples toque.
- Recarregue sempre que o saldo estiver baixo — a maioria dos passageiros desenvolve o hábito de verificar o saldo mostrado no leitor de cada vez que bate o cartão, recarregando um ou dois dias antes de este se esgotar em vez de o fazer mesmo no limite.
O SUBE nas diferentes redes
O mesmo cartão, o mesmo saldo, três modos de transporte diferentes:
- Subte. Bata o cartão na catraca à entrada; a tarifa fixa é deduzida independentemente da distância percorrida ou do número de mudanças de linha dentro do sistema, como explicado no guia do Subte.
- Colectivos. Bata o cartão num leitor montado junto ao motorista ao entrar; indique (ou o ecrã do motorista mostra) a zona de destino, e a tarifa, que varia com a distância, é deduzida na hora. Detalhes completos no guia dos colectivos.
- Comboios suburbanos. Bata o cartão nas catracas da estação, da mesma forma que no Subte. Este é o modo que a maioria dos visitantes encontra na linha Mitre até Tigre, que passa por San Isidro no caminho.
Uma exceção notável: o Tren de la Costa, a linha ferroviária ligeira pelos subúrbios do norte, é um serviço turístico privado separado com a sua própria bilhética, e não uma linha comum de pendulares com tarifa SUBE — confirme a bilhética atual para essa viagem específica em vez de assumir que um toque de SUBE a cobre exatamente da mesma forma que os comboios da linha Mitre.
Erros comuns a evitar
- Assumir que qualquer quiosque terá cartões em stock. Procure o autocolante SUBE e tenha uma alternativa em mente (a estação de Subte mais próxima) em vez de confiar numa única suposição.
- Tentar pagar a um motorista de colectivo em dinheiro. Não vai funcionar; os motoristas só aceitam toques de SUBE.
- Esperar que um cartão bancário contactless estrangeiro funcione na catraca. Não vai funcionar, ao contrário de sistemas de metro contactless de outras cidades — precisa mesmo de um cartão SUBE.
- Deixar o saldo chegar a zero antes de uma viagem de Subte. As catracas do Subte são rígidas quanto a saldo insuficiente e simplesmente bloqueiam a entrada; os motoristas de colectivo são geralmente mais tolerantes com um pequeno défice, mas não é algo a contar como certo.
- Comprar crédito só para uma única viagem. Fazer fila para recarregar todos os dias consome tempo de passeio; carregar o suficiente para vários dias de uma vez, dentro do que se sentir confortável a transportar, poupa paragens repetidas.
Perguntas frequentes sobre o cartão SUBE
Onde compro um cartão SUBE em Buenos Aires?
Nas bilheteiras das estações de Subte, em quiosques e lojas com o autocolante azul da SUBE e nos correios (Correo Argentino) que oferecem o serviço. Nem todos os quiosques os vendem, e o stock esgota-se, por isso convém ter duas ou três opções em mente em vez de uma só.
Posso pagar o Subte ou um colectivo em dinheiro ou com cartão?
Não. O Subte, os autocarros colectivo e os comboios suburbanos em Buenos Aires exigem um cartão SUBE; os motoristas e as catracas não aceitam pagamento em dinheiro, e os cartões bancários contactless estrangeiros não são aceites nas viagens do dia a dia.
Quanto custa um cartão SUBE e quanto devo carregar nele?
O próprio cartão tem uma pequena taxa de emissão única, separada do crédito de viagem que carrega. Como os preços e as regras de recarga mudam com a inflação, trate qualquer valor em pesos como uma referência datada e confirme o valor atual no momento da compra.
Onde posso recarregar (carregar) um cartão SUBE?
Nos mesmos locais onde são vendidos — bilheteiras de Subte, quiosques com a marca SUBE, correios — além de máquinas de recarga dedicadas dentro de muitas estações de Subte maiores, e através da aplicação ou site da SUBE em alguns casos, se o cartão for compatível.
Posso usar o mesmo cartão SUBE no Subte, no autocarro e no comboio?
Sim. Um único cartão SUBE funciona no Subte, na rede de autocarros colectivo e nos comboios suburbanos que servem a Grande Buenos Aires, incluindo a linha até Tigre.
O SUBE está disponível no aeroporto?
Não de forma fiável como primeira paragem. É mais seguro planear comprar um cartão já na cidade, numa estação de Subte ou num quiosque perto do alojamento, em vez de assumir que um quiosque do aeroporto terá stock.
Várias pessoas podem partilhar um cartão SUBE?
É possível bater o mesmo cartão mais do que uma vez para um grupo, mas cada titular perde a opção de algumas verificações de saldo personalizadas associadas ao seu próprio cartão, e fazer fila para partilhar um cartão numa catraca movimentada é mais lento do que cada viajante ter o seu próprio cartão.
O que acontece se o meu cartão SUBE ficar sem saldo durante a viagem?
Um motorista de colectivo geralmente deixa um passageiro com saldo insuficiente viajar uma vez com um pequeno saldo negativo, que tem de ser recarregado antes da próxima viagem; as catracas do Subte são mais rígidas e simplesmente recusam a entrada até o cartão ser recarregado.
Planeamento prático além do SUBE
Um cartão SUBE põe-no em movimento, mas é apenas uma peça de uma primeira visita. Se ainda está a definir os contornos da viagem, o guia do Subte e o guia dos colectivos explicam como as próprias redes estão organizadas, enquanto uma opção guiada como um passeio de meio-dia que o leva a percorrer a cidade de transporte público com um guia local é uma forma útil de ganhar confiança a bater o cartão à entrada e à saída antes de o fazer sozinho.
Para uma primeira visão mais ampla do traçado e dos marcos da cidade, um passeio de meio-dia pelos principais pontos de interesse combina bem com um cartão SUBE que depois usará de forma independente no resto da estadia. Quem gosta de fazer compras entre barrios costuma preferir um passeio de compras guiado que trata da logística em vez de lidar com rotas de autocarro no primeiro dia, e os viajantes que preferem dispensar por completo o transporte público para um passeio específico podem considerar um passeio de mota guiado pela cidade como forma alternativa de percorrer distâncias.
Para orçamentar o resto da viagem junto com os custos de transporte, veja o guia de moeda e orçamento, e, do lado do aeroporto, a comparação entre EZE e Aeroparque explica em qual aeroporto provavelmente vai aterrar e a que distância fica de onde começa a cobertura do SUBE.
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